Integração Estrutural
Sobre Integração Estrutural
Como ele Trabalha
Integração Estrutural em dez sessões
Quem pode se beneficiar?

São Paulo, Brazil

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Integração Estrutural em dez sessões
Uma pergunta freqüente que as pessoas fazem é: “Por que na Integração Estrutural há sempre dez sessões, para qualquer pessoa, e no final do tratamento cada um se sente diferente?”. Sim, todos são diferentes, mas todos também são paradoxalmente iguais. Nós, seres humanos, somos em geral muito parecidos. Possuímos duas pernas, pélvis, caixa torácica, pescoço, cabeça etc. As dez sessões refletem a similaridade que todos compartilhamos. Ainda que pareçam as mesmas, as seqüências de atendimentos ocorrem de modo diferente para cada paciente, respeitando a individualidade de cada um. As dez sessões são como um mapa: um guia básico para equilibrar a estrutura humana. Como em um mapa, é identificada a área geral que se quer trabalhar. Então, uma vez encontrada a área, o mapa é deixado de lado e começa-se a explorar o que se vê na área.

Em suas dez sessões, a Integração Estrutural trabalha com uma abordagem sistemática, cujo objetivo é fazer com que o corpo do paciente fique ereto e sem torções, restaurando o equilíbrio natural com a gravidade. É um processo parecido com o afinamento do couro do tambor: esticamos o couro de modo bastante simétrico, um tanto de um lado, um tanto do outro, um pouco mais em certos ângulos, nos opostos, e assim em torno de toda a moldura. A repetição simétrica dessa seqüência traz mais melodia ao couro. Algo análogo acontece nas consultas: para ter certeza de que fez um bom trabalho de cura, o terapeuta tem de estar certo de que a pele está ajustada ao corpo de uma maneira equilibrada. A Integração Estrutural oferece um conhecimento prático que permite gradualmente restaurar o equilíbrio do corpo.

Uma descrição resumida das dez sessões curativas 

Sessão 1: A primeira meta do tratamento é desobstruir a caixa torácica, o que faz com que a capacidade de respiração melhore significativamente. Essa melhora é a chave mestra para o início do tratamento, que utiliza a respiração como parte do processo. A parte frontal da caixa torácica é lentamente alongada, permitindo que o pescoço retorne a uma posição mais natural e relaxada e nela permaneça. Na segunda parte da sessão, são trabalhadas as ligações da pélvis à caixa torácica e das pernas à pélvis. Ao término da primeira sessão, cria-se uma “abertura” de todo o corpo, deixando-o favorável às demais sessões.  

Sessão 2: No início da segunda sessão, é tratada a relação da parte inferior da perna e pés com o chão. Os tecidos conjuntivos e músculos de toda a perna são reorganizados, visando atingir um melhor funcionamento de pés, tornozelos, panturrilhas e joelhos. O resto da sessão é voltado para a reeducação da coluna vertebral. Os músculos e tecidos conjuntivos da coluna são reorganizados em um novo padrão, mais vertical e alongado. Toda essa mobilização é obtida por meio do trabalho dorsal, apreciado pelos clientes por causa da sensação de alívio e extensão criada na coluna vertebral. É importante salientar que o trabalho dorsal é apenas iniciado nesta sessão, continuando nas oito sessões posteriores. Esse trabalho também é feito para contrabalançar a mobilização da primeira sessão, voltada mais para a parte frontal do corpo.  
 
Sessão 3: A terceira sessão é conhecida por finalizar um ciclo. Ela unifica o trabalho da primeira e da segunda sessões, criando um novo equilíbrio em todo o corpo. Todo o trabalho é feito praticamente nas laterais do corpo, o que proporciona mais vigor e mobilidade às estruturas que sofrem modificação. Entre elas estão braços, ombros, caixa torácica, pernas, lombar e quadris. No final dessa sessão, todas as camadas superficiais do corpo foram trabalhadas, tendo sido trazidas para certo grau de equilíbrio.  

Sessões 4, 5 e 6: Essas três sessões são voltadas à estabilidade de outras regiões corporais: a pélvis com as pernas, a caixa torácica e a coluna vertebral. A pélvis é a chave mestra para o processo de Integração Estrutural, uma vez que todo o corpo depende dela para seu equilíbrio. Por isso, sua reestruturação consome um terço do processo. Para equilibrar a pélvis, essas sessões trabalham com pernas, abdome, caixa torácica, braços, ombros, costas e, obviamente, a própria pélvis. 

Sessão 7: Uma vez equilibradas a pélvis e a coluna dorsal, o pescoço e a cabeça são os próximos focos do tratamento. Esta sessão é dedicada à relação corporal que existe entre o pescoço, a coluna vertebral e os ombros; o pescoço e a cabeça; e com a parte interior da cabeça (ocorrerá uma liberação nos ossos do crânio, alcançando assim o máximo de equilíbrio e bem-estar). Esta sessão completa o trabalho focado no que chamamos de “núcleo” da pélvis, espinha dorsal, pescoço e cabeça.

Sessões 8, 9 e 10: O objetivo do todo das dez sessões pode ser encontrado na visão de mundo da “yoga”: juntar, unificar. Essa unificação do corpo é realmente enfatizada nas últimas três sessões. Nelas, há uma substituição do trabalho mais específico pelo mais geral. 

Um paciente que recebeu o tratamento de dez sessões fez o seguinte comentário sobre sua experiência: “Hoje não me sinto tão rígido quanto costumava me sentir, fui “rolfado”, e certamente não é algo que esteja terminado para mim. Também sinto como se realmente tivesse participado de uma Integração Estrutural, mais precisamente, da minha reintegração estrutural. Sinceramente acredito que as mudanças físicas que vivenciei através da RC só podem ser resultado de um esforço cooperativo, por parte tanto do paciente como do profissional”.